20090927
20090818
para um amor no recife
sos escrito a fluídos
na borda do lençol
esta noite deixei que os líquidos
fugissem das grutas e caminhassem
por alguma trôpega linha
e te alcançassem num feroz
sonho dilacerado
estou aqui
vertebrada, nas tremas
de um suor triste
deitada para sempre
aqui bordando com bactérias
minha carta
querendo chegar no umbral
de tuas dúvidas, andentrar
densa os teus canais mais difíceis
e me camuflar outra vez
numa certeza de amor
na borda do lençol
esta noite deixei que os líquidos
fugissem das grutas e caminhassem
por alguma trôpega linha
e te alcançassem num feroz
sonho dilacerado
estou aqui
vertebrada, nas tremas
de um suor triste
deitada para sempre
aqui bordando com bactérias
minha carta
querendo chegar no umbral
de tuas dúvidas, andentrar
densa os teus canais mais difíceis
e me camuflar outra vez
numa certeza de amor
20090817
(práticas)
todos os outros que se atentem ao bem
falar a língua
intimada a servir
quem lhe proíba
nua insandecida desço
à noite
numa sede nauta de desvios
e marulhos
vaguidão líquida que me lambe
e me consente
diamantes
mosaicos desta pura deslealdade
este lábio de amante
este elo de sangue falso
puro flash pura
mordomia
20090807
espaço maranus

caros, queridos,
convido-os todos a conhecer o espaço de cursos e de atendimento astrológico que montei, em são paulo.
a programação de setembro já está disponível!
abraços fortes,
roberta
http://www.espacomaranus.blogspot.com/
20090719
sketches ------------------- off hand para Ana C

aos vinte e oito vejo-a na sala
é minha a casa, não está desconfortável
toca um ensaio destes
destes
que você imagina quando se senta
e quando então está
acompanhada
é mais
nós sabemos, aquele
puro açucar, amamentações
carinhas plásticas de menina
com furos na boca
meninas fáceis de perverter, eu
penso que você saberia
como segurar essa boca aberta
apoiada no buraco do alfinete
você não abre a boca
não está dizendo coisa alguma
já faz whisky com bar
e já deixou cair pelo chão
guardanapos e rabiscos
técnica e mentira
20090711
Resgates - No mergulho às avessas, de Andréa Catrópa

I
Menina, aquele prédio de santa
Cecília, arruinado
você plantando ervas na sacada
tamanho tinha de nossos pés. O prédio era
azul e branco: você sempre dizia
quando chorava seco sem sua máscara de dormir
me pedia o sexo
sem palavras depois
me pedia o dia
quando eu voei você amaldiçoou
bela como uma bruxa
amor, foi você quem
me jogou pela janela.
AMARELINHA NO CURRAL
Pretinho soltava as rédeas
Gerusa fazia trança no rabo e nas crinas
Lajedo latia
Melissa galopava sem sutiens
Ricardo era um pássaro proibido
Deborah ainda não era gorda
Maria estava branca em sua véspera
de morte
Rosa não era uma máscara, ainda,
e nem seria
Pretinho soltava as rédeas
Gerusa fazia trança no rabo e nas crinas
Lajedo latia
Melissa galopava sem sutiens
Ricardo era um pássaro proibido
Deborah ainda não era gorda
Maria estava branca em sua véspera
de morte
Rosa não era uma máscara, ainda,
e nem seria
MEU AMOR I
mitigada sucessiva
mulher-às-beiras
de vidraças encardidas
pega paninho e
inseticida
faz carinha quando vê uma
barata
esmagada entre os dedos
de seu pé direito
- quer morrer –
não não quer, quer mesmo
que se conte a ela tudo todos
os crimes todas as jaulas
as mais adocicadas
quer mesmo é ter o álibe
de uma ou duas
ameaças
para quando a invejada das gentes
um dia lhe deixar
só a carcaça
mitigada sucessiva
mulher-às-beiras
de vidraças encardidas
pega paninho e
inseticida
faz carinha quando vê uma
barata
esmagada entre os dedos
de seu pé direito
- quer morrer –
não não quer, quer mesmo
que se conte a ela tudo todos
os crimes todas as jaulas
as mais adocicadas
quer mesmo é ter o álibe
de uma ou duas
ameaças
para quando a invejada das gentes
um dia lhe deixar
só a carcaça
20090709
as escolhas afetivas
três poemas meus, 'cante gitano', publicados no
www.asescolhasafetivas.blogspot.com
deixo aqui meu agradecimento ao Renato Mazzini, pelo cuidado e carinho.
www.asescolhasafetivas.blogspot.com
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