20091013

nublagem

as ondas, virgínia
como ela a ana c. assinava
assassinada: virgínia lobo

acordei saudosa hoje
revi as pessoas mortas

com uma cripta na garganta

temor de intervenções
esquecer os carrosséis
doar os órgãos

minhas queridas
ez e re
erroez

acudam
minha
madrugada

20090818

para um amor no recife

sos escrito a fluídos
na borda do lençol

esta noite deixei que os líquidos
fugissem das grutas e caminhassem
por alguma trôpega linha
e te alcançassem num feroz
sonho dilacerado

estou aqui
vertebrada, nas tremas
de um suor triste
deitada para sempre

aqui bordando com bactérias
minha carta
querendo chegar no umbral
de tuas dúvidas, andentrar
densa os teus canais mais difíceis
e me camuflar outra vez
numa certeza de amor

20090817

(práticas)

todos os outros que se atentem ao bem

falar a língua

intimada a servir

quem lhe proíba

nua insandecida desço

à noite

numa sede nauta de desvios

e marulhos

vaguidão líquida que me lambe

e me consente

diamantes

mosaicos desta pura deslealdade

este lábio de amante

este elo de sangue falso

puro flash pura

mordomia

20090807

espaço maranus






caros, queridos,





convido-os todos a conhecer o espaço de cursos e de atendimento astrológico que montei, em são paulo.





a programação de setembro já está disponível!





abraços fortes,


roberta


http://www.espacomaranus.blogspot.com/

20090719

sketches ------------------- off hand para Ana C








aos vinte e oito vejo-a na sala

é minha a casa, não está desconfortável

toca um ensaio destes
destes
que você imagina quando se senta
e quando então está
acompanhada

é mais
nós sabemos, aquele
puro açucar, amamentações
carinhas plásticas de menina
com furos na boca
meninas fáceis de perverter, eu

penso que você saberia
como segurar essa boca aberta

apoiada no buraco do alfinete
você não abre a boca
não está dizendo coisa alguma
já faz whisky com bar
e já deixou cair pelo chão
guardanapos e rabiscos
técnica e mentira