cleaning up the bones
arresting several lines
between the erotic
thief into those
lyrical eyes
mourning after for the songs
we used to sing in my blood
doing all you would destroy
being all that
you
could never hide
20100126
20091111
escrivã

A primeira palavra que vem é
magnólia
ou então um embaraço, minha sujeição
ou então um embaraço, minha sujeição
Tento observar o vago vocabulário vindo dessa noite limada dos comprimidos
Essa noite em que se experimenta uma vez outra o exército flamejante do vazio
E não seria sincero dizer vazio, daí a magnólia
Palavra propícia entre o toldo anafilático disso que se quer dizer
Um cordão
Uma corda bem bamba
Famigerada e alucinatória
Cheia de dispersos tons e dispersas reclamações
Escritora não
Uma mulher a escrever
Bifurcando o não-sentido do talvez
Equilibrista com gaze nos joelhos
Esta anfíbia clorofilada em jejum, esta moça
Esta toda enfeitada de vermelho
pra dizer adeus
Não rumino ainda as ciladas? Fica absorto
Posso até dizer a primeira pessoa aqui um sujeito qualquer
um índice de início e linha, magnólia
minha sujeição
Entre tropeços e poças d'água
A geografia em degredo
O corpo cheio de mágoa
A mágoa cheia de medo
A memória em desalinho
Parece um verso qualquer
Querer dizer qualquer coisa nesta data
Parece um remorso um
Redemoinho
Uma gratuidade
Mas não é
20091025
20091013
nublagem
as ondas, virgínia
como ela a ana c. assinava
assassinada: virgínia lobo
acordei saudosa hoje
revi as pessoas mortas
com uma cripta na garganta
temor de intervenções
esquecer os carrosséis
doar os órgãos
minhas queridas
ez e re
erroez
acudam
minha
madrugada
como ela a ana c. assinava
assassinada: virgínia lobo
acordei saudosa hoje
revi as pessoas mortas
com uma cripta na garganta
temor de intervenções
esquecer os carrosséis
doar os órgãos
minhas queridas
ez e re
erroez
acudam
minha
madrugada
20090927
20090818
para um amor no recife
sos escrito a fluídos
na borda do lençol
esta noite deixei que os líquidos
fugissem das grutas e caminhassem
por alguma trôpega linha
e te alcançassem num feroz
sonho dilacerado
estou aqui
vertebrada, nas tremas
de um suor triste
deitada para sempre
aqui bordando com bactérias
minha carta
querendo chegar no umbral
de tuas dúvidas, andentrar
densa os teus canais mais difíceis
e me camuflar outra vez
numa certeza de amor
na borda do lençol
esta noite deixei que os líquidos
fugissem das grutas e caminhassem
por alguma trôpega linha
e te alcançassem num feroz
sonho dilacerado
estou aqui
vertebrada, nas tremas
de um suor triste
deitada para sempre
aqui bordando com bactérias
minha carta
querendo chegar no umbral
de tuas dúvidas, andentrar
densa os teus canais mais difíceis
e me camuflar outra vez
numa certeza de amor
20090817
(práticas)
todos os outros que se atentem ao bem
falar a língua
intimada a servir
quem lhe proíba
nua insandecida desço
à noite
numa sede nauta de desvios
e marulhos
vaguidão líquida que me lambe
e me consente
diamantes
mosaicos desta pura deslealdade
este lábio de amante
este elo de sangue falso
puro flash pura
mordomia
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